Projeto Replanta Mangue inova com semeadura direta para restaurar manguezais na APA da Barra do Rio Mamanguape
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Ação em parceria com a UFPB utilizou mais de 3 mil propágulos de espécies nativas em áreas de restauração hidrológica.
Restauração em Movimento
O Projeto Replanta Mangue, em uma colaboração estratégica com pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), deu um passo importante na recuperação dos nossos ecossistemas costeiros. Recentemente, a equipe realizou uma operação de coleta e semeadura direta de propágulos em áreas que passam por restauração hidrológica.
A técnica de semeadura direta é fundamental para acelerar o processo de regeneração natural. Ao todo, foram introduzidos no ecossistema:
500 propágulos de Rhizophora mangle (o popular mangue-sapateiro);
2.650 propágulos de Laguncularia racemosa (conhecido como mangue-manso).
Ciência e Estratégia
Diferente do plantio de mudas em sacos plásticos, a semeadura direta de propágulos em áreas de restauração hidrológica permite que as plantas se desenvolvam de forma mais adaptada às condições de maré e solo do local. Essa abordagem fortalece a resiliência do manguezal frente às mudanças climáticas e à degradação histórica.
Fortalecimento e Parcerias
O sucesso do Replanta Mangue é fruto de uma rede de apoio robusta. O projeto é financiado pelo edital Manguezais do Brasil – Floresta Viva, uma iniciativa do BNDES focada na restauração ecológica de biomas brasileiros.
A execução conta com o suporte fundamental da Petrobras e a gestão do FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), unindo o setor público, privado e a academia em prol da conservação.
O que vem a seguir?
As áreas semeadas agora entram em uma fase de monitoramento constante. Os pesquisadores e técnicos acompanharão o índice de fixação e crescimento dessas sementes, gerando dados preciosos que servirão de modelo para outros projetos de restauração ao longo da costa brasileira.































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